domingo, 24 de junho de 2012
Retalhos com Histórias
Ao longo do ano letivo trabalhamos um projeto intitulado, Retalhos com Histórias.
Os encarregados de educação foram convidados a vir ler à sala de aula,partilhando a leitura com outros pais e com os colegas dos seus educandos.
No final, em casa, com um pedaço de pano cru, marcadores de tecido e guaches, desenhavam e pintavam o mais sugestivo do livro.
Em sala de aula, era feito um trabalho idêntico ao dos encarregados de educação, entre outros.
Todos os pais participaram demonstrando muito gosto pela atividade.
Para registo futuro montamos o livro, Retalhos com Histórias, com as fotografias dos desenhos, organizados pela sequência da leitura dos livros e da ordem de chegada à escola.
Com os todos os retalhos montamos a nossa manta.
Obrigada a todos que ajudaram a desenvolver mais um projeto.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Visita de estudo ao Pavilhão da Água e Sealife
No dia 15 de junho, os alunos da e.b.1 de Torreira viveram com muito entusiasmo e alegria, da parte de manhã, a visita ao Pavilhão da Água e da parte da tarde, ao Sealife.
A entrada no Pavilhão da Água desorientou-nos um pouco pela ilusão ótica que a sua estrutura provoca.As experiências e os fenómenos todos ligados a essa fonte de energia que todos devemos preservar, foram uma constante entre o ver e aprender .
Com um almoço animado no Parque da Cidade, no final, partimos de novo para "dentro de
água" para visitar o Sealife.
Momento transbordando de alegria quando o tubarão e a raia bailaram por cima das nossas cabeças. Os cavalos-marinhos apresentaram-se subindo e descendo, o polvo escondeu-se no pote e a tartaruga espreitou-nos, mostrou-se e refugiou-se atrás de Neptuno.
Estes meninos muito curiosos espreitam o slideshow para recordar o dia da visita de estudo.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Laboratório aberto
Terminaram as aulas, mas há algumas tarefas que postarei no blog.
Toda a ausência se deve, e peço já desculpa, a quem por aqui passa habitualmente, a uma brincadeira de mau gosto que me alterou toda a estrutura de blog, a que eu me tinha habituado, a ver e a trabalhar. Com avanços e recuos pensei fazer um "delete" a tudo, mas faltou-me a coragem. Agora que já me organizei e já configurei alguma coisa, colocarei algumas das atividades realizadas até 15 de junho e desperdir-me-ei até setembro.
No dia 12 de junho, em articulação com as turmas do 4ºano fizemos experiências com objetos condutores e não condutores.
A Joana Maria verificou que um clip com revestimento de plástico não era condutor de energia, contudo um clip sem revestimento, só de metal, conduziu a energia necessária para uma lâmpada dar luz.

A Joana Marisa experimentou um lápis, material de uso diário, em sala de aula, verificando que era um bom condutor.
Testamos o João Pedro que não foi um bom condutor.
No final concluimos que há materiais condutores (água salgada, clip de metal, anéis, carvão...) não condutores( plástico,vidro...).
No dia 12 de junho, em articulação com as turmas do 4ºano fizemos experiências com objetos condutores e não condutores.
A Joana Maria verificou que um clip com revestimento de plástico não era condutor de energia, contudo um clip sem revestimento, só de metal, conduziu a energia necessária para uma lâmpada dar luz.
A Joana Marisa experimentou um lápis, material de uso diário, em sala de aula, verificando que era um bom condutor.
Testamos o João Pedro que não foi um bom condutor.
No final concluimos que há materiais condutores (água salgada, clip de metal, anéis, carvão...) não condutores( plástico,vidro...).
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Visita à Resinorte, dois dias depois
Visita à Resinorte
Hoje, dia 4 de Junho celebramos o Dia Mundial do Ambiente. Para festejar este dia, tão especial, fizemos uma visita à Resinorte, que fica em Codeçoso. Fizemos esta visita para aprender a reciclar e reutilizar os materiais. Ao chegarmos a este sítio, pouco agradável, pois cheirava mal, lanchamos e, logo a seguir, foi anunciado que íamos ver um teatro. Nesse teatro foi mostrado como se fazia a reciclagem. Na peça entravam, como personagens, dois palhaços que mostraram e disseram desde o princípio, ao fim, como reciclar para manter o ambiente limpo e bonito. Ao longo do teatro foram necessários alguns alunos para participar nas atividades. No pavilhão de Triagem 1,onde vimos o teatro, vi também cubos grandes e pequenos com latas, outros com papel, cartão e outros com plástico. No fim do teatro, fomos ver o aterro sanitário, onde camiões descarregavam o lixo doméstico, que devido a ser doméstico não dá para reciclar. Aprendi que o lixo em decomposição produz um liquido chamado biogás. Este biocombustível, depois de tratado produz energia. Observamos tudo muito bem e aprendemos, mais uma vez a entender o significado dos 3 R`s. Acabamos a visita, a soltar balões verdes biodegradáveis para o ar e a saborear um delicioso pacote de pipocas bem quentinhas.
Joana Marisa
terça-feira, 5 de junho de 2012
Visita à RESINORTE
A hora do lanche enquanto esperavamos pelo teatro.
Observamos os materiais (papel, cartão e metal) prontos para serem reciclados.
As latas de conservas usadas no nosso dia a dia, darão novas latas depois de recicladas.

A brincar, os palhaços ensinaram-nos a separar os materiais.
Cantamos, dançamos e aprendemos a proteger o ambiente.
No final, tivemos um saco de pipocas e largamos os balões.
Apesar da despedida, com a tristeza de quem perde um balão biodegradável, vimo-los desaparecer, mais parecendo estrelas que se soltaram das nossas mãos.
Observamos os materiais (papel, cartão e metal) prontos para serem reciclados.
As latas de conservas usadas no nosso dia a dia, darão novas latas depois de recicladas.
A brincar, os palhaços ensinaram-nos a separar os materiais.
Cantamos, dançamos e aprendemos a proteger o ambiente.
No final, tivemos um saco de pipocas e largamos os balões.
Apesar da despedida, com a tristeza de quem perde um balão biodegradável, vimo-los desaparecer, mais parecendo estrelas que se soltaram das nossas mãos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Mãe leitora em sala de aula
Como trabalho de casa a família do Ernesto desenhou e pintou o último retalho. Completamos os dezanove, retratando as histórias lidas pelos encarregados de educação,em sala de aula.
O trabalho de grupo.
Com a mãe do Ernesto completamos o projeto de leitura, Retalhos com histórias.
Ao longo do ano letivo, todas as mães responderam de forma bastante positiva à sua participação na leitura, partilhada com outras mães e seus educandos.
Os Primos e a Fada Atarantada de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada foi a história que todos ouviram com muito entusiasmo e acompanhada por umas belas gargalhdas.
O livro conta a história de dois primos o Gonçalo e a Matilde que sairam para dar um passeio de bicicleta pela floresta. Uma chuva bastante forte surpreendeu-os e obrigou-os a abrigarem-se junto a uma árvore. No tronco existia um grande buraco, do qual um cheiro a pinhões torrados despertou a curiosidade de Matilde. Tudo era estranho, até que, tocaram numa pequena alavanca e escorregaram até a uma sala, com tudo virado ao contrário, uma linda rapariga vestida de fada que tentava apanhar o seu gato, chamado Sortudo que lhe tinha roubado a varinha mágica. ...................................................................................
A aventura continuou com feitiços e adivinhas, uma visita à ilha mágica e o início de uma grande amizade com a fada, que concedeu poderes especiais às bicicletas sempre que quisessem entrar na floresta mágica.
Ao longo do ano letivo, todas as mães responderam de forma bastante positiva à sua participação na leitura, partilhada com outras mães e seus educandos.
Os Primos e a Fada Atarantada de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada foi a história que todos ouviram com muito entusiasmo e acompanhada por umas belas gargalhdas.
O livro conta a história de dois primos o Gonçalo e a Matilde que sairam para dar um passeio de bicicleta pela floresta. Uma chuva bastante forte surpreendeu-os e obrigou-os a abrigarem-se junto a uma árvore. No tronco existia um grande buraco, do qual um cheiro a pinhões torrados despertou a curiosidade de Matilde. Tudo era estranho, até que, tocaram numa pequena alavanca e escorregaram até a uma sala, com tudo virado ao contrário, uma linda rapariga vestida de fada que tentava apanhar o seu gato, chamado Sortudo que lhe tinha roubado a varinha mágica. ...................................................................................
sábado, 19 de maio de 2012
Retalhos do Galo da Velha Luciana
Os últimos retalhos chegaram à escola.
Lido o livro de António Mota, O Galo da Velha Luciana, os encarregados de educação, em casa, retrataram assim a leitura.
Em sala de aula, promovida a interdisciplinaridade das diversas áreas curriculares, os alunos através do desenho e pintura deram forma e cor à leitura.
Trabalho de grupo
O trabalho feito pela família da Raquel.
O trabalho da família do Luís.
O trabalho da família do Pedro Gabriel.
Lido o livro de António Mota, O Galo da Velha Luciana, os encarregados de educação, em casa, retrataram assim a leitura.
Em sala de aula, promovida a interdisciplinaridade das diversas áreas curriculares, os alunos através do desenho e pintura deram forma e cor à leitura.
Trabalho de grupo
O trabalho feito pela família da Raquel.
O trabalho da família do Luís.
O trabalho da família do Pedro Gabriel.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O dia das Mães, hoje.
Hoje, as mães foram lembradas. O amor e a emoção estavam no ar. As mães deram a cor, num dia tão especial, vivido em sala de aula.
Declamamos poesias.
Fizemos uma leitura dialogada intitulada, Os olhos de minha Mãe.
Entregamos esta carta, devidamente, selada e com respetivo envelope cujo selo reclamava a efeméride.
Os nossos sabonetes onde aplicamos a técnica do guardanapo.
Os sabonetes protegidos.
A embalagem que escondeu a nossa lembrança.
No final,ainda oferecemos uma linda rosa, um chá de limonete e um bolo.
Um dia inesquecível para todos.
domingo, 6 de maio de 2012
Um dia feliz, Mãe!
Às vezes, penso, se existirá alguma régua para medir, o quanto gosto da minha mãe. (Joana Marisa)
Eu adoro a minha mãe e agora, com a ausência do meu pai, sinto-me o homem da casa, protejo-a, mimo-a, abraço-a e digo-lhe que a adoro, carregando-a de beijinhos. ( Luís )
Gosto tanto de dar beijos à minha mãe, que ela chama-me de beijoqueira. ( Marta)
Nasci, o tempo passou , fui crescendo e comecei a dar-lhe alegrias e tristezas. (Ernesto)
Mãe, às vezes, começo a contar quanto gosto de ti e até fico desnorteado de tanto contar. ( Paulo)
Em minha casa, no dia seis de manhã, às nove horas, acordo, dirijo-me à cozinha, faço um croissant com chocolate, pego em quatro laranjas, vou buscar a máquina de sumo, coloco as laranjas na máquina, pego num tabuleiro e levo o pequeno almoço à minha mãe. (João)
A minha mãe é como uma rosa vermelha a abrir na primavera, brilhante como o lindo sol ao amanhecer.( Joana Maria)
A minha mãe gosta muito de passear comigo à beira do mar e na ecopista. ( Pedro)
Eu gosto da minha mãe porque tem muito amor por mim, é generosa, carinhosa e amorosa. (Miguel)
Mãe eu sei que nem sempre faço o que tu queres, mas adoro-te. (António)
Eu gosto da minha mãe porque ela é minha amiga e brinca comigo. ( Inês)
A minha mãe chama-me para pôr a mesa, eu ajudo-a, e ela fica orgulhosa. (J.Orlando)
Mãe, eu gosto muito de ti, porque tu cozinhas muito bem e eu fico muito feliz com os teus petiscos saborosos. ( Telmo)
Na hora de ir para a cama a minha mãe manda-me, mas eu não quero. A partir deste dia prometo portar-me melhor. ( Adriano)
Mãe gosto de ti desde aqui até à estrela mais bonita do universo. (Beatriz)
Nunca esquecerei a minha mãe, estará sempre no meu coração. (Simão)
Eu gosto muito da minha mãe porque ela faz-me bolos deliciosos e eu adoro. ( Mariana)
Eu tenho muito orgulho em ter a mãe que tenho. (Raquel)
Quando estou a dormir a minha mãe vem fazer-me cócegas. ( Diana)
Posta a questão, as mães responderam e formamos esta flor composta por dezanove pétalas.
Eu adoro a minha mãe e agora, com a ausência do meu pai, sinto-me o homem da casa, protejo-a, mimo-a, abraço-a e digo-lhe que a adoro, carregando-a de beijinhos. ( Luís )
Gosto tanto de dar beijos à minha mãe, que ela chama-me de beijoqueira. ( Marta)
Nasci, o tempo passou , fui crescendo e comecei a dar-lhe alegrias e tristezas. (Ernesto)
Mãe, às vezes, começo a contar quanto gosto de ti e até fico desnorteado de tanto contar. ( Paulo)
Em minha casa, no dia seis de manhã, às nove horas, acordo, dirijo-me à cozinha, faço um croissant com chocolate, pego em quatro laranjas, vou buscar a máquina de sumo, coloco as laranjas na máquina, pego num tabuleiro e levo o pequeno almoço à minha mãe. (João)
A minha mãe é como uma rosa vermelha a abrir na primavera, brilhante como o lindo sol ao amanhecer.( Joana Maria)
A minha mãe gosta muito de passear comigo à beira do mar e na ecopista. ( Pedro)
Eu gosto da minha mãe porque tem muito amor por mim, é generosa, carinhosa e amorosa. (Miguel)
Mãe eu sei que nem sempre faço o que tu queres, mas adoro-te. (António)
Eu gosto da minha mãe porque ela é minha amiga e brinca comigo. ( Inês)
A minha mãe chama-me para pôr a mesa, eu ajudo-a, e ela fica orgulhosa. (J.Orlando)
Mãe, eu gosto muito de ti, porque tu cozinhas muito bem e eu fico muito feliz com os teus petiscos saborosos. ( Telmo)
Na hora de ir para a cama a minha mãe manda-me, mas eu não quero. A partir deste dia prometo portar-me melhor. ( Adriano)
Mãe gosto de ti desde aqui até à estrela mais bonita do universo. (Beatriz)
Nunca esquecerei a minha mãe, estará sempre no meu coração. (Simão)
Eu gosto muito da minha mãe porque ela faz-me bolos deliciosos e eu adoro. ( Mariana)
Eu tenho muito orgulho em ter a mãe que tenho. (Raquel)
Quando estou a dormir a minha mãe vem fazer-me cócegas. ( Diana)
Posta a questão, as mães responderam e formamos esta flor composta por dezanove pétalas.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O galo da Velha Luciana
A velha Luciana tinha um galo que muito estimava, mas um galo com cores diferentes dos outros. As penas eram douradas, o bico azul e a crista roxa, sempre levantada. Era um galo extraordinário!
Mas como apareceu um galo tão diferente no lugar da Ordem, concelho de Baião?
A velha Luciana todos os anos agarrava numa galinha choca colocava-a por cima de dúzia e meia de ovos e aconchegava-os na cozinha debaixo do forno, livrando-os assim dos dias rigorosos de inverno que se sentem no Marão. Três semanas depois nasciam lindos pintos.
Durante quatro meses eram muito bem alimentados e transformavam-se em belos frangos grandes e gordos. O destino dos frangos era a sua venda na feira. Com o dinheiro que recebia da venda dos frangos fazia compras e regressava já noite a casa. Mas um ano em que a neve e o frio se instalaram pela serra do Marão, dos ovos que estavam debaixo da galinha choca, só um ovo estalou. A velha triste e desiludida, nesse ano não podia ir à feira. Dessa ninhada só um pinto nasceu. Era um pinto mudo e careca.
Ninguém gostava do pinto. Era um franganote só com ossos cobertos de pele, sem pêlos, nem penas.
Mas, numa tarde fria do mês de março a velha Luciana acendeu a lareira e depressa adormeceu na sua preguiceira. Inesperadamente, uma brasa saltou da lareira para cima de um prega da saia preta e comprida. A saia começou a arder. Nesse instante, o frango mudo e careca entrou na cozinha a fugir de um galo que lhe deu uma valente bicada. Ao ver tal coisa e sem medo começou a dar bicadas nas pernas magras da velha que rapidamente acordou e tratou de apagar as chamas que lhe consumiam a saia. Passado o susto, a velha pegou no frango, acariciou-o e chamou-lhe galaró amigo.
O galo arrepiou-se todo e cantou assim: -Totatitetuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
A partir deste dia começou uma grande amizade entre o frango e a velha Luciana. Desde esse dia começou a ter mais comida e em poucas semanas cresceu e engordou. Era um galo, mas sem penas, mas com um cantar maravilhoso. De tão gordo e sem penas mais parecia um nabo com patas.
Um dia o galo foi até ao quintal apanhar sol e começou a esgaravatar a terra. Depois de ter feito um grande buraco, notou que lá no fundo alguma coisa reluzia. Tentou engoli-la, mas ficou engasgado e muito aflito. Tanta força fez que ficou sem ar e desmaiou. Passou por ali a velha Luciana que ao ver tal coisa ficou muito assustada. Pegou nele, levou-o para a cozinha e deu-lhe água. Lá no fundo do bico aberto, a velha Luciana enfiou os dedos e de lá tirou uma moeda de ouro que lhe tinha oferecido o pai há muitos, muitos anos atrás. Tinha-a perdido há muito tempo. O galo continuou desmaiado e a sua dona só pensava que o seu carequinha ia morrer. Com os olhos cheios de lágrimas aconchegou o galo num caixote por baixo do forno de cozer o pão.
No dia seguinte, quando chegou junto do caixote carunchoso o galo estava vivo e bem diferente. Tinha o bico azul, a crista roxa e o corpo coberto de penas sedosas e douradas. A velha Luciana ficou felicíssima, pegou no galo, encostou-o ao peito e correu a mostrá-lo a todos os vizinhos do Lugar da Ordem. Quando a velha mostrava o galo e lhe pedia para cantar, ele levantava uma asa,uma pata, endireitava o pescoço e cantava.
Todas as pessoas queriam um galo igual, outros achavam que a velha Luciana o devia vender por um bom dinheiro e comprar coisas mais importantes. A velha Luciana ouvia todos, mas não seguia os conselhos de ninguém.
Não havia dinheiro que pagasse a amizade que ela tinha pelo galaró.
O galo havia de viver sempre com ela.
Mas como apareceu um galo tão diferente no lugar da Ordem, concelho de Baião?
A velha Luciana todos os anos agarrava numa galinha choca colocava-a por cima de dúzia e meia de ovos e aconchegava-os na cozinha debaixo do forno, livrando-os assim dos dias rigorosos de inverno que se sentem no Marão. Três semanas depois nasciam lindos pintos.
Durante quatro meses eram muito bem alimentados e transformavam-se em belos frangos grandes e gordos. O destino dos frangos era a sua venda na feira. Com o dinheiro que recebia da venda dos frangos fazia compras e regressava já noite a casa. Mas um ano em que a neve e o frio se instalaram pela serra do Marão, dos ovos que estavam debaixo da galinha choca, só um ovo estalou. A velha triste e desiludida, nesse ano não podia ir à feira. Dessa ninhada só um pinto nasceu. Era um pinto mudo e careca.
Ninguém gostava do pinto. Era um franganote só com ossos cobertos de pele, sem pêlos, nem penas.
Mas, numa tarde fria do mês de março a velha Luciana acendeu a lareira e depressa adormeceu na sua preguiceira. Inesperadamente, uma brasa saltou da lareira para cima de um prega da saia preta e comprida. A saia começou a arder. Nesse instante, o frango mudo e careca entrou na cozinha a fugir de um galo que lhe deu uma valente bicada. Ao ver tal coisa e sem medo começou a dar bicadas nas pernas magras da velha que rapidamente acordou e tratou de apagar as chamas que lhe consumiam a saia. Passado o susto, a velha pegou no frango, acariciou-o e chamou-lhe galaró amigo.
O galo arrepiou-se todo e cantou assim: -Totatitetuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
A partir deste dia começou uma grande amizade entre o frango e a velha Luciana. Desde esse dia começou a ter mais comida e em poucas semanas cresceu e engordou. Era um galo, mas sem penas, mas com um cantar maravilhoso. De tão gordo e sem penas mais parecia um nabo com patas.
Um dia o galo foi até ao quintal apanhar sol e começou a esgaravatar a terra. Depois de ter feito um grande buraco, notou que lá no fundo alguma coisa reluzia. Tentou engoli-la, mas ficou engasgado e muito aflito. Tanta força fez que ficou sem ar e desmaiou. Passou por ali a velha Luciana que ao ver tal coisa ficou muito assustada. Pegou nele, levou-o para a cozinha e deu-lhe água. Lá no fundo do bico aberto, a velha Luciana enfiou os dedos e de lá tirou uma moeda de ouro que lhe tinha oferecido o pai há muitos, muitos anos atrás. Tinha-a perdido há muito tempo. O galo continuou desmaiado e a sua dona só pensava que o seu carequinha ia morrer. Com os olhos cheios de lágrimas aconchegou o galo num caixote por baixo do forno de cozer o pão.
No dia seguinte, quando chegou junto do caixote carunchoso o galo estava vivo e bem diferente. Tinha o bico azul, a crista roxa e o corpo coberto de penas sedosas e douradas. A velha Luciana ficou felicíssima, pegou no galo, encostou-o ao peito e correu a mostrá-lo a todos os vizinhos do Lugar da Ordem. Quando a velha mostrava o galo e lhe pedia para cantar, ele levantava uma asa,uma pata, endireitava o pescoço e cantava.
Todas as pessoas queriam um galo igual, outros achavam que a velha Luciana o devia vender por um bom dinheiro e comprar coisas mais importantes. A velha Luciana ouvia todos, mas não seguia os conselhos de ninguém.
Não havia dinheiro que pagasse a amizade que ela tinha pelo galaró.
O galo havia de viver sempre com ela.
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