quarta-feira, 6 de junho de 2012

Visita à Resinorte, dois dias depois


Visita à Resinorte

Hoje, dia 4 de Junho celebramos o Dia Mundial do Ambiente. Para festejar este dia, tão especial, fizemos uma visita à Resinorte, que fica em Codeçoso. Fizemos esta visita para aprender a reciclar e reutilizar os materiais. Ao chegarmos a este sítio, pouco agradável, pois cheirava mal, lanchamos e, logo a seguir, foi anunciado que íamos ver um teatro. Nesse teatro foi mostrado como se fazia a reciclagem. Na peça entravam, como personagens, dois palhaços que mostraram e disseram desde o princípio, ao fim, como reciclar para manter o ambiente limpo e bonito. Ao longo do teatro foram necessários alguns alunos para participar nas atividades. No pavilhão de Triagem 1,onde vimos o teatro, vi também cubos grandes e pequenos com latas, outros com papel, cartão e outros com plástico. No fim do teatro, fomos ver o aterro sanitário, onde camiões descarregavam o lixo doméstico, que devido a ser doméstico não dá para reciclar. Aprendi que o lixo em decomposição produz um liquido chamado biogás. Este biocombustível, depois de tratado produz energia. Observamos tudo muito bem e aprendemos, mais uma vez a entender o significado dos 3 R`s. Acabamos a visita, a soltar balões verdes biodegradáveis para o ar e a saborear um delicioso pacote de pipocas bem quentinhas.

Joana Marisa



No dia 4 de Junho, pela manhã fomos à RESINORTE que fica em Codeçoso, Celorico de Basto. Chegamos e fomos recebidos por uma senhora que nos ofereceu um autocolante relacionado com o Dia do Ambiente. Fomos ao pavilhão onde se separa o lixo e se esmagam latas, papéis, cartões… Sentados numa tela assistimos a uma peça de teatro. O teatro era sobre um palhacinho muito traquina que andava na rua a atirar o lixo para o chão em vez de o colocar no sítio certo. Quando apareceu outro palhaço com um apito na mão, assobiou-lhe e disse-lhe para não atirar o lixo para o chão. O palhaço apanhou o lixo todo e colocou-o no ecoponto. No verde colocou os vidros, no azul os cartões e os papéis e no amarelo as embalagens, plástico e o metal. Fizemos jogos divertidos a aprender a separar o lixo, descobrir o intruso entre os resíduos e o jogo mar/terra. Deslocamo-nos ao aterro sanitário e vimos o lixo doméstica a ser descarregado. Explicaram-nos que o lixo quando se decompões produz o biogás. Para celebrarmos esta visita comemos pipocas, deram-nos balões que lançamos para o ar , mais pareciam estrelas a voar. Uma visita de estudo muito interessante porque aprendemos muito. Joana Maria

terça-feira, 5 de junho de 2012

Visita à RESINORTE

A hora do lanche enquanto esperavamos pelo teatro.


Observamos os materiais (papel, cartão e metal) prontos para serem reciclados.





As latas de conservas usadas no nosso dia a dia, darão novas latas depois de recicladas.



A brincar, os palhaços ensinaram-nos a separar os materiais.


Cantamos, dançamos e aprendemos a proteger o ambiente.


No final, tivemos um saco de pipocas e largamos os balões.


Apesar da despedida, com a tristeza de quem perde um balão biodegradável, vimo-los desaparecer, mais parecendo estrelas que se soltaram das nossas mãos.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mãe leitora em sala de aula

Como trabalho de casa a família do Ernesto desenhou e pintou o último retalho. Completamos os dezanove, retratando as histórias lidas pelos encarregados de educação,em sala de aula. O trabalho de grupo.
Com a mãe do Ernesto completamos o projeto de leitura, Retalhos com histórias.
Ao longo do ano letivo, todas as mães responderam de forma bastante positiva à sua participação na leitura, partilhada com outras mães e seus educandos.
Os Primos e a Fada Atarantada de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada foi a história que todos ouviram com muito entusiasmo e acompanhada por umas belas gargalhdas.
O livro conta a história de dois primos o Gonçalo e a Matilde que sairam para dar um passeio de bicicleta pela floresta. Uma chuva bastante forte surpreendeu-os e obrigou-os a abrigarem-se junto a uma árvore. No tronco existia um grande buraco, do qual um cheiro a pinhões torrados despertou a curiosidade de Matilde. Tudo era estranho, até que, tocaram numa pequena alavanca e escorregaram até a uma sala, com tudo virado ao contrário, uma linda rapariga vestida de fada que tentava apanhar o seu gato, chamado Sortudo que lhe tinha roubado a varinha mágica. ...................................................................................
A aventura continuou com feitiços e adivinhas, uma visita à ilha mágica e o início de uma grande amizade com a fada, que concedeu poderes especiais às bicicletas sempre que quisessem entrar na floresta mágica.

sábado, 19 de maio de 2012

Retalhos do Galo da Velha Luciana

Os últimos retalhos chegaram à escola.
Lido o livro  de António Mota, O Galo da Velha Luciana, os encarregados de educação, em casa, retrataram assim a leitura.
Em sala de aula, promovida a interdisciplinaridade das diversas áreas curriculares, os alunos através do desenho e pintura deram  forma e cor  à leitura.


Trabalho de grupo
O trabalho feito pela família da Raquel.
O trabalho da família do Luís.
O trabalho da família do Pedro Gabriel.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O dia das Mães, hoje.

Hoje, as mães foram lembradas. O amor e a emoção estavam no ar. As mães deram a cor, num dia tão especial, vivido em sala de aula.
Declamamos poesias.
Fizemos uma leitura dialogada intitulada, Os olhos de minha Mãe.
Entregamos esta carta, devidamente, selada e com respetivo envelope cujo selo reclamava a efeméride.
Os nossos sabonetes onde aplicamos a técnica do guardanapo.
Os sabonetes protegidos.
A embalagem que escondeu a nossa lembrança.
No final,ainda oferecemos uma linda rosa, um chá de limonete e um bolo.
Um dia inesquecível para todos.

domingo, 6 de maio de 2012

Um dia feliz, Mãe!

Às vezes, penso, se existirá alguma régua para medir, o quanto gosto da minha mãe. (Joana Marisa)
Eu adoro a minha mãe e agora, com a ausência do meu pai, sinto-me o homem da casa, protejo-a, mimo-a, abraço-a e digo-lhe que a adoro, carregando-a de beijinhos. ( Luís )
Gosto tanto de dar beijos à minha mãe, que ela chama-me de beijoqueira. ( Marta)
Nasci, o tempo passou , fui crescendo e comecei a dar-lhe alegrias e tristezas. (Ernesto)
Mãe, às vezes, começo a contar quanto gosto de ti e até fico desnorteado de tanto contar. ( Paulo)
Em minha casa, no dia seis de manhã, às nove horas, acordo, dirijo-me à cozinha, faço um croissant com chocolate, pego em quatro laranjas, vou buscar a máquina de sumo, coloco as laranjas na máquina, pego num tabuleiro e levo o pequeno almoço à minha mãe. (João)
A minha mãe é como uma rosa vermelha a abrir na primavera, brilhante como o lindo sol ao amanhecer.( Joana Maria)
A minha mãe gosta muito de passear comigo à beira do mar e na ecopista. ( Pedro)
Eu gosto da minha mãe porque tem muito amor por mim, é generosa, carinhosa e amorosa. (Miguel)
Mãe eu sei que nem sempre faço o que tu queres, mas adoro-te. (António)
Eu gosto da minha mãe porque ela é minha amiga e brinca comigo. ( Inês)
A minha mãe chama-me para pôr a mesa, eu ajudo-a, e ela fica orgulhosa. (J.Orlando)
Mãe, eu gosto muito de ti, porque tu cozinhas muito bem e eu fico muito feliz com os teus petiscos saborosos. ( Telmo)
Na hora de ir para a cama a minha mãe manda-me, mas eu não quero. A partir deste dia prometo portar-me melhor. ( Adriano)
Mãe gosto de ti desde aqui até à estrela mais bonita do universo. (Beatriz)
Nunca esquecerei a minha mãe, estará sempre no meu coração. (Simão)
Eu gosto muito da minha mãe porque ela faz-me bolos deliciosos e eu adoro. ( Mariana)
Eu tenho muito orgulho em ter a mãe que tenho. (Raquel)
Quando estou a dormir a minha mãe vem fazer-me cócegas. ( Diana)


Posta a questão, as mães responderam e formamos esta flor composta por dezanove pétalas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O galo da Velha Luciana

A velha Luciana tinha um galo que muito estimava, mas um galo com cores diferentes dos outros. As penas eram douradas, o bico azul e a crista roxa, sempre levantada. Era um galo extraordinário!
Mas como apareceu um galo tão diferente no lugar da Ordem, concelho de Baião?
A velha Luciana todos os anos agarrava numa galinha choca colocava-a por cima de dúzia e meia de ovos e aconchegava-os na cozinha debaixo do forno, livrando-os assim dos dias rigorosos de inverno que se sentem no Marão. Três semanas depois nasciam lindos pintos.
Durante quatro meses eram muito bem alimentados e transformavam-se em belos frangos grandes e gordos. O destino dos frangos era a sua venda na feira. Com o dinheiro que recebia da venda dos frangos fazia compras e regressava já noite a casa. Mas um ano em que a neve e o frio se instalaram pela serra do Marão, dos ovos que estavam debaixo da galinha choca, só um ovo estalou. A velha triste e desiludida, nesse ano não podia ir à feira. Dessa ninhada só um pinto nasceu. Era um pinto mudo e careca.
Ninguém gostava do pinto. Era um franganote só com ossos cobertos de pele, sem pêlos, nem penas.
Mas, numa tarde fria do mês de março a velha Luciana acendeu a lareira e depressa adormeceu na sua preguiceira. Inesperadamente, uma brasa saltou da lareira para cima de um prega da saia preta e comprida. A saia começou a arder. Nesse instante, o frango mudo e careca entrou na cozinha a fugir de um galo que lhe deu uma valente bicada. Ao ver tal coisa e sem medo começou a dar bicadas nas pernas magras da velha que rapidamente acordou e tratou de apagar as chamas que lhe consumiam a saia. Passado o susto, a velha pegou no frango, acariciou-o e chamou-lhe galaró amigo.
 O galo arrepiou-se todo e cantou assim: -Totatitetuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
A partir deste dia começou uma grande amizade entre o frango e a velha Luciana. Desde esse dia começou a ter mais comida e em poucas semanas cresceu e engordou. Era um galo, mas sem penas, mas com um cantar maravilhoso. De tão gordo e sem penas mais parecia um nabo com patas.
Um dia o galo foi até ao quintal apanhar sol e começou a esgaravatar a terra. Depois de ter feito um grande buraco, notou que lá no fundo alguma coisa reluzia. Tentou engoli-la, mas ficou engasgado e muito aflito. Tanta força fez que ficou sem ar e desmaiou. Passou por ali a velha Luciana que ao ver tal coisa ficou muito assustada. Pegou nele, levou-o para a cozinha e deu-lhe água. Lá no fundo do bico aberto, a velha Luciana enfiou os dedos e de lá tirou uma moeda de ouro que lhe tinha oferecido o pai há muitos, muitos anos atrás. Tinha-a perdido há muito tempo. O galo continuou desmaiado e a sua dona só pensava que o seu carequinha ia morrer. Com os olhos cheios de lágrimas aconchegou o galo num caixote por baixo do forno de cozer o pão.
No dia seguinte, quando chegou junto do caixote carunchoso o galo estava vivo e bem diferente. Tinha o bico azul, a crista roxa e o corpo coberto de penas sedosas e douradas. A velha Luciana ficou felicíssima, pegou no galo, encostou-o ao peito e correu a mostrá-lo a todos os vizinhos do Lugar da Ordem. Quando a velha mostrava o galo e lhe pedia para cantar, ele levantava uma asa,uma pata, endireitava o pescoço e cantava.
Todas as pessoas queriam um galo igual, outros achavam que a velha Luciana o devia vender por um bom dinheiro e comprar coisas mais importantes. A velha Luciana ouvia todos, mas não seguia os conselhos de ninguém.
Não havia dinheiro que pagasse a amizade que ela tinha pelo galaró.
O galo havia de viver sempre com ela.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de abril, hoje, pelos olhos das crianças

Lida a história , O Tesouro, visualizado o filme 25 de abril e canções que marcaram a data, os alunos retrataram-na através da escrita e do desenho.
No dia 25 de abril de 1974 deu-se a revolução dos cravos.
Antes do 25 de abril não havia liberdade, nem eleições livres, eram sempre os mesmos a mandar. Antes do 25 de abril não havia frigoríficos,nem coca-cola, nem computadores...
As televisões davam muito mal, só existia um canal e era tudo muito acinzentado.
Nas escolas os meninos e as meninas não podiam brincar juntos.
Os rapazes aos dezoito anos iam para a guerra de Angola, Moçambique,Guiné... Alguns homens chegavam da guerra feridos e muitos mortos.
Havia uma polícia chamada P.I.D.E. que prendia e torturava quem dissesse as coisas contrárias ao governo.
Sem o capitão Salgueiro Maia não teria havido 25 de abril de 1974. Salgueiro Maia trazia um lenço na mão a simbolizar a paz.
Os soldados e as pessoas lançaram cravos para o ar. O 25 de abril passou a ser o dia da liberdade.(Joana Maria)
Não sendo possível passar todos os textos, os alunos escolheram a frase ou frases que mais gostavam de ver publicadas.

"O 25 de abril aconteceu em 1974, eu não era nascido, mas sei que começou a liberdade. ( Luís)
"A P.I.D.E. ia buscar as pessoas, durante a noite, não batiam à porta arrobabam-na, levavam-nas para a prisão."( José Orlando)
"Com o 25 de abril veio a democracia e acabou a ditadura."(Inês)
"O 25 de abril acabou com a guerra no Ultramar."( Joana Marisa)
"Portugal foi governado durante 48 anos, numa ditadura por Salazar e Marcelo Caetano." ( Ernesto)
"No dia 25 de abril as pessoas compraram cravos." ( Diana)
"Antes do 25 de abril havia escolas para rapazes e escolas para raparigas."( Mariana)
" As tropas não estavam de acordo e o capitão deu-lhe três hipóteses: render-se,ficar do lado deles ou matá-lo. Nada disto foi feito, o capitão prendeu-o."( João Pedro)
"Um comandante mau mandou os soldados dispararem, mas eles desobedeceram-lhe e foram para a equipa do capitão Salgueiro Maia."(Simão)
As pessoas vieram para a rua e gritavam: "O povo unido jamais será vencido".( Marta)
"Antes do 25 de abril o nosso país era o País da Tristeza e do Medo." ( Pedro Gabriel)
"No filme havia um chefe que mandou disparar os canhões e os soldados não o fizeram, resolveu usar a sua pistola, mas não tinha balas; o mal acabou e houve a revolução dos cravos." ( Miguel)
" As meninas não podiam usar calças e muitas pessoas andavam descalças." ( Raquel)
" Viviamos numa ditadura e, por isso, havia uma polícia chamada P.I.D.E.."( Paulo)
" Os soldados colocaram nas suas espingardas cravos vermelhos, foi chamada a revolução dos cravos."( Adriano)
"Esta revolução foi feita por soldados que não queriam mais guerra.Matavam e eram mortos sem saber porquê." ( Telmo)
" Com o 25 de abril chegou a paz, a liberdade e isso já aconteceu há 38 anos." ( Beatriz)
" A partir de 1974, o dia 25 de abril passou a ser feriado nacional." ( António)