segunda-feira, 7 de maio de 2012

O dia das Mães, hoje.

Hoje, as mães foram lembradas. O amor e a emoção estavam no ar. As mães deram a cor, num dia tão especial, vivido em sala de aula.
Declamamos poesias.
Fizemos uma leitura dialogada intitulada, Os olhos de minha Mãe.
Entregamos esta carta, devidamente, selada e com respetivo envelope cujo selo reclamava a efeméride.
Os nossos sabonetes onde aplicamos a técnica do guardanapo.
Os sabonetes protegidos.
A embalagem que escondeu a nossa lembrança.
No final,ainda oferecemos uma linda rosa, um chá de limonete e um bolo.
Um dia inesquecível para todos.

domingo, 6 de maio de 2012

Um dia feliz, Mãe!

Às vezes, penso, se existirá alguma régua para medir, o quanto gosto da minha mãe. (Joana Marisa)
Eu adoro a minha mãe e agora, com a ausência do meu pai, sinto-me o homem da casa, protejo-a, mimo-a, abraço-a e digo-lhe que a adoro, carregando-a de beijinhos. ( Luís )
Gosto tanto de dar beijos à minha mãe, que ela chama-me de beijoqueira. ( Marta)
Nasci, o tempo passou , fui crescendo e comecei a dar-lhe alegrias e tristezas. (Ernesto)
Mãe, às vezes, começo a contar quanto gosto de ti e até fico desnorteado de tanto contar. ( Paulo)
Em minha casa, no dia seis de manhã, às nove horas, acordo, dirijo-me à cozinha, faço um croissant com chocolate, pego em quatro laranjas, vou buscar a máquina de sumo, coloco as laranjas na máquina, pego num tabuleiro e levo o pequeno almoço à minha mãe. (João)
A minha mãe é como uma rosa vermelha a abrir na primavera, brilhante como o lindo sol ao amanhecer.( Joana Maria)
A minha mãe gosta muito de passear comigo à beira do mar e na ecopista. ( Pedro)
Eu gosto da minha mãe porque tem muito amor por mim, é generosa, carinhosa e amorosa. (Miguel)
Mãe eu sei que nem sempre faço o que tu queres, mas adoro-te. (António)
Eu gosto da minha mãe porque ela é minha amiga e brinca comigo. ( Inês)
A minha mãe chama-me para pôr a mesa, eu ajudo-a, e ela fica orgulhosa. (J.Orlando)
Mãe, eu gosto muito de ti, porque tu cozinhas muito bem e eu fico muito feliz com os teus petiscos saborosos. ( Telmo)
Na hora de ir para a cama a minha mãe manda-me, mas eu não quero. A partir deste dia prometo portar-me melhor. ( Adriano)
Mãe gosto de ti desde aqui até à estrela mais bonita do universo. (Beatriz)
Nunca esquecerei a minha mãe, estará sempre no meu coração. (Simão)
Eu gosto muito da minha mãe porque ela faz-me bolos deliciosos e eu adoro. ( Mariana)
Eu tenho muito orgulho em ter a mãe que tenho. (Raquel)
Quando estou a dormir a minha mãe vem fazer-me cócegas. ( Diana)


Posta a questão, as mães responderam e formamos esta flor composta por dezanove pétalas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O galo da Velha Luciana

A velha Luciana tinha um galo que muito estimava, mas um galo com cores diferentes dos outros. As penas eram douradas, o bico azul e a crista roxa, sempre levantada. Era um galo extraordinário!
Mas como apareceu um galo tão diferente no lugar da Ordem, concelho de Baião?
A velha Luciana todos os anos agarrava numa galinha choca colocava-a por cima de dúzia e meia de ovos e aconchegava-os na cozinha debaixo do forno, livrando-os assim dos dias rigorosos de inverno que se sentem no Marão. Três semanas depois nasciam lindos pintos.
Durante quatro meses eram muito bem alimentados e transformavam-se em belos frangos grandes e gordos. O destino dos frangos era a sua venda na feira. Com o dinheiro que recebia da venda dos frangos fazia compras e regressava já noite a casa. Mas um ano em que a neve e o frio se instalaram pela serra do Marão, dos ovos que estavam debaixo da galinha choca, só um ovo estalou. A velha triste e desiludida, nesse ano não podia ir à feira. Dessa ninhada só um pinto nasceu. Era um pinto mudo e careca.
Ninguém gostava do pinto. Era um franganote só com ossos cobertos de pele, sem pêlos, nem penas.
Mas, numa tarde fria do mês de março a velha Luciana acendeu a lareira e depressa adormeceu na sua preguiceira. Inesperadamente, uma brasa saltou da lareira para cima de um prega da saia preta e comprida. A saia começou a arder. Nesse instante, o frango mudo e careca entrou na cozinha a fugir de um galo que lhe deu uma valente bicada. Ao ver tal coisa e sem medo começou a dar bicadas nas pernas magras da velha que rapidamente acordou e tratou de apagar as chamas que lhe consumiam a saia. Passado o susto, a velha pegou no frango, acariciou-o e chamou-lhe galaró amigo.
 O galo arrepiou-se todo e cantou assim: -Totatitetuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
A partir deste dia começou uma grande amizade entre o frango e a velha Luciana. Desde esse dia começou a ter mais comida e em poucas semanas cresceu e engordou. Era um galo, mas sem penas, mas com um cantar maravilhoso. De tão gordo e sem penas mais parecia um nabo com patas.
Um dia o galo foi até ao quintal apanhar sol e começou a esgaravatar a terra. Depois de ter feito um grande buraco, notou que lá no fundo alguma coisa reluzia. Tentou engoli-la, mas ficou engasgado e muito aflito. Tanta força fez que ficou sem ar e desmaiou. Passou por ali a velha Luciana que ao ver tal coisa ficou muito assustada. Pegou nele, levou-o para a cozinha e deu-lhe água. Lá no fundo do bico aberto, a velha Luciana enfiou os dedos e de lá tirou uma moeda de ouro que lhe tinha oferecido o pai há muitos, muitos anos atrás. Tinha-a perdido há muito tempo. O galo continuou desmaiado e a sua dona só pensava que o seu carequinha ia morrer. Com os olhos cheios de lágrimas aconchegou o galo num caixote por baixo do forno de cozer o pão.
No dia seguinte, quando chegou junto do caixote carunchoso o galo estava vivo e bem diferente. Tinha o bico azul, a crista roxa e o corpo coberto de penas sedosas e douradas. A velha Luciana ficou felicíssima, pegou no galo, encostou-o ao peito e correu a mostrá-lo a todos os vizinhos do Lugar da Ordem. Quando a velha mostrava o galo e lhe pedia para cantar, ele levantava uma asa,uma pata, endireitava o pescoço e cantava.
Todas as pessoas queriam um galo igual, outros achavam que a velha Luciana o devia vender por um bom dinheiro e comprar coisas mais importantes. A velha Luciana ouvia todos, mas não seguia os conselhos de ninguém.
Não havia dinheiro que pagasse a amizade que ela tinha pelo galaró.
O galo havia de viver sempre com ela.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de abril, hoje, pelos olhos das crianças

Lida a história , O Tesouro, visualizado o filme 25 de abril e canções que marcaram a data, os alunos retrataram-na através da escrita e do desenho.
No dia 25 de abril de 1974 deu-se a revolução dos cravos.
Antes do 25 de abril não havia liberdade, nem eleições livres, eram sempre os mesmos a mandar. Antes do 25 de abril não havia frigoríficos,nem coca-cola, nem computadores...
As televisões davam muito mal, só existia um canal e era tudo muito acinzentado.
Nas escolas os meninos e as meninas não podiam brincar juntos.
Os rapazes aos dezoito anos iam para a guerra de Angola, Moçambique,Guiné... Alguns homens chegavam da guerra feridos e muitos mortos.
Havia uma polícia chamada P.I.D.E. que prendia e torturava quem dissesse as coisas contrárias ao governo.
Sem o capitão Salgueiro Maia não teria havido 25 de abril de 1974. Salgueiro Maia trazia um lenço na mão a simbolizar a paz.
Os soldados e as pessoas lançaram cravos para o ar. O 25 de abril passou a ser o dia da liberdade.(Joana Maria)
Não sendo possível passar todos os textos, os alunos escolheram a frase ou frases que mais gostavam de ver publicadas.

"O 25 de abril aconteceu em 1974, eu não era nascido, mas sei que começou a liberdade. ( Luís)
"A P.I.D.E. ia buscar as pessoas, durante a noite, não batiam à porta arrobabam-na, levavam-nas para a prisão."( José Orlando)
"Com o 25 de abril veio a democracia e acabou a ditadura."(Inês)
"O 25 de abril acabou com a guerra no Ultramar."( Joana Marisa)
"Portugal foi governado durante 48 anos, numa ditadura por Salazar e Marcelo Caetano." ( Ernesto)
"No dia 25 de abril as pessoas compraram cravos." ( Diana)
"Antes do 25 de abril havia escolas para rapazes e escolas para raparigas."( Mariana)
" As tropas não estavam de acordo e o capitão deu-lhe três hipóteses: render-se,ficar do lado deles ou matá-lo. Nada disto foi feito, o capitão prendeu-o."( João Pedro)
"Um comandante mau mandou os soldados dispararem, mas eles desobedeceram-lhe e foram para a equipa do capitão Salgueiro Maia."(Simão)
As pessoas vieram para a rua e gritavam: "O povo unido jamais será vencido".( Marta)
"Antes do 25 de abril o nosso país era o País da Tristeza e do Medo." ( Pedro Gabriel)
"No filme havia um chefe que mandou disparar os canhões e os soldados não o fizeram, resolveu usar a sua pistola, mas não tinha balas; o mal acabou e houve a revolução dos cravos." ( Miguel)
" As meninas não podiam usar calças e muitas pessoas andavam descalças." ( Raquel)
" Viviamos numa ditadura e, por isso, havia uma polícia chamada P.I.D.E.."( Paulo)
" Os soldados colocaram nas suas espingardas cravos vermelhos, foi chamada a revolução dos cravos."( Adriano)
"Esta revolução foi feita por soldados que não queriam mais guerra.Matavam e eram mortos sem saber porquê." ( Telmo)
" Com o 25 de abril chegou a paz, a liberdade e isso já aconteceu há 38 anos." ( Beatriz)
" A partir de 1974, o dia 25 de abril passou a ser feriado nacional." ( António)

sábado, 21 de abril de 2012

Painel da primavera

Chove,faz frio, mas há marcas de primavera bem visíveis pela natureza. A sala de aula acompanhou o tempo e preparou uma nova roupagem, para acolher a estação em que tudo se renova.
Para sentirmos a alegria das cores que com ela regressa, elaboramos um painel.
Os materiais usados foram farrapos, papel de capas de folhas pautadas, cola, tesoura e tintas.
Painel da primavera
Tudo começou com as pinturas para a base.
Os materiais usados.
A sala de aula enfeitou-se de primavera com o painel e flores feitas numa atividade anterior cuja aplicação ainda não tinha sido definida.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Três mães leitoras em sala de aula

Numa tarde de primavera, com sinais de inverno, nada melhor que a leitura do livro de António Mota, O Galo da Velha Luciana ,feita por mães e respetivos filhos para toda a turma. As mães do Pedro, da Raquel e do Luís leram a história que muito agradou a todos.

sábado, 14 de abril de 2012

Visita de estudo ao Cenasef

No passado dia 22 de Março, saudando a chegada da primavera, os alunos da escola de Torreira adquiriram novas aprendizagens, com uma visita de estudo ao Cenasef (único centro de sementes de Portugal) situado no Parque Florestal de Amarante.
 As estufas com pinhas de pinheiro silvestre e larício recolhidas nas matas da Marinha Grande( Leiria) e Campanhô ( Mondim de Basto).


Separação manual das sementes de medronheiro.


Tempo para descobrir os animais,  as árvores centenárias (sequóias), a cidade e brincadeiras.



























Após o almoço regressamos, muito contentes, à escola.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Às voltas com o tubarão

Os trabalhos relacionados com o livro , em sala de aula, são diversificados.
Este é o trabalho de expressão plástica feito por toda a turma.



 A família da Joana Marisa desenhou o tubarão a admirar o Osvaldo, provavelmente, com muita vontade de o devorar.
A família da Mariana representou as destruições das escovas e pastas dos dentes. 
O tubarão tenta comer o Osvaldo que permanece no aquário muito assustado. 

 A família da Beatriz optou pelo início da história.
Era preciso arranjar um companheiro para o Osvaldo não se sentir tão sozinho.